24/01/2011 13:08 - Portal Brasil
Os municípios da região serrana do Rio de Janeiro atingidos pelas enchentes vão contar com mais 20 ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu/192) que chegam nesta semana à região para reforçar aa assistência à população. Os veículos vão para os municípios de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo e ficarão disponíveis às demais cidades próximas afetadas pelos temporais.
“O Ministério da Saúde está antecipando a implantação do Samu nos municípios da região atingida pelas enchentes. Já foi autorizado o deslocamento das ambulâncias, que começam a operar na próxima semana. Depois que passar esse primeiro momento em que a situação é de emergência, a seguinte etapa será a estruturação e a regionalização do Samu”, explicou o secretário nacional de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães, ao sobrevoar a região na última sexta-feira.
As 20 ambulâncias serão transportadas do pátio da montadora, em Tatuí (SP), para as áreas afetadas no Rio. Além disso, o governo estadual articula com os municípios o remanejamento imediato de profissionais alocados em outros setores da saúde para atuarem no Samu/192, até que sejam contratados novos funcionários.
Entre as 20 ambulâncias garantidas para a região serrana do Rio, serão entregues 14 Unidades de Suporte Básico (USB) e outras seis Unidades de Suporte Avançado (USA).
Cada USB conta com oxímetro portátil, desfibrilador externo automático e aspirador. As USA, também conhecidas por UTI-Móvel, possuem oxímetro portátil, bomba de infusão, aspirador, ventilador pulmonar, monitor/cardioversor e detector fetal.
Elas vão permitir a cobertura de 16 municípios pelo Samu/192, que após o período crítico terão bases descentralizadas em Carmo, Bom Jardim, Cordeiro, Cantagalo, Trajano de Moraes, Santa Maria Madalena, Sumidouro, São José do Vale do Rio Preto, São Sebastião do Alto, Macuco, Cachoeiras de Macacu, Duas Barras e Guapimirim.
Segundo o ministério, o valor total investido na compra dos 20 veículos foi de R$ 2,75 milhões, enquanto o repasse mensal de custeio será de R$ 340 mil. O envio das ambulâncias foi pactuado entre os governos federal e estadual para atender às demandas emergenciais.
Fonte:
Ministério da Saúde
Blog destinado a reunir notícias sobre os esforços do Brasil em ajudar as vítimas das chuvas na região serrana do Rio de Janeiro. Aqui, você vai encontrar as notícias sobre os trabalhos do Governo Federal na mobilização da ajuda, bem como ter acesso a imagens, vídeos, áudios e serviços para a população afetada.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Rio: Dados atualizados (12h)
Brasília – Os últimos números recebidos pela Defesa Civil do Rio de Janeiro referentes aos desastres provocados pelas fortes chuvas na região Serrana são: 91.852 pessoas afetadas, 5.980 desabrigados; 15. 479 desalojados e 812 óbitos.
Dos 22 municípios atingidos – Angra dos Reis, Areal, Bom Jardim, Bom Jesus do Itabapoana, Cambuci, Carmo, Cordeiro, Macuco, Mangaratiba, Nova Friburgo, Paraíba do Sul, Paraty, Petrópolis, Santa Maria Madalena, São Fidelis, São José do Vale do Rio Preto, São Sebastião do Alto, Sapucaia, Sumidouro, Teresópolis, Trajano de Moraes e Três Rios – sete decretaram estado de calamidade pública: Areal, Bom Jardim, Nova Friburgo, Petrópolis, São José do Vale do Rio Preto, Sumidouro, e Teresópolis. E dois decretaram situação de emergência: Bom Jesus do Itabapoana, e Sapucaia.
O Ministério da Integração Nacional já disponibilizou a pedido da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil do Rio de Janeiro (CEDC/RJ) 4 mil cestas de alimentos para o estado. Cada cesta de alimento tem 24,3kg e atende uma família de cinco pessoas por aproximadamente 15 dias. Nenhuma outra solicitação de assistência humanitária foi feita até o momento.
Os números contabilizados nessa planilha são referentes às ocorrências de todos os municípios do estado no mês de janeiro, e não apenas aos mais divulgados pela mídia. Vale salientar que os dados dos desastres relacionados são dinâmicos, razão pela qual podem sofrer alterações constantes.
Planilha de ocorrências do Rio de Janeiro em janeiro de 2011
Fonte: Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Integração Nacional
Dos 22 municípios atingidos – Angra dos Reis, Areal, Bom Jardim, Bom Jesus do Itabapoana, Cambuci, Carmo, Cordeiro, Macuco, Mangaratiba, Nova Friburgo, Paraíba do Sul, Paraty, Petrópolis, Santa Maria Madalena, São Fidelis, São José do Vale do Rio Preto, São Sebastião do Alto, Sapucaia, Sumidouro, Teresópolis, Trajano de Moraes e Três Rios – sete decretaram estado de calamidade pública: Areal, Bom Jardim, Nova Friburgo, Petrópolis, São José do Vale do Rio Preto, Sumidouro, e Teresópolis. E dois decretaram situação de emergência: Bom Jesus do Itabapoana, e Sapucaia.
O Ministério da Integração Nacional já disponibilizou a pedido da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil do Rio de Janeiro (CEDC/RJ) 4 mil cestas de alimentos para o estado. Cada cesta de alimento tem 24,3kg e atende uma família de cinco pessoas por aproximadamente 15 dias. Nenhuma outra solicitação de assistência humanitária foi feita até o momento.
Os números contabilizados nessa planilha são referentes às ocorrências de todos os municípios do estado no mês de janeiro, e não apenas aos mais divulgados pela mídia. Vale salientar que os dados dos desastres relacionados são dinâmicos, razão pela qual podem sofrer alterações constantes.
Planilha de ocorrências do Rio de Janeiro em janeiro de 2011
Fonte: Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Integração Nacional
Agências dos Correios recebem donativos para o Rio de Janeiro
As agências dos Correios em todo o Brasil estão recebendo donativos para as vítimas de enchentes no Rio de Janeiro. Podem ser doados alimentos não perecíveis, vestuário, roupas de cama, mesa e banho, calçados, tendas e barracas.
Os produtos devem ser embalados pelo doador, em pacotes que não excedam 30 quilos, e entregues nas agências dos Correios — embalagens frágeis, que possam se romper durante o manuseio e transporte, devem ser evitadas. A postagem dos donativos é gratuita.
Doações de remédios só podem ser feitas por fabricantes ou redes farmacêuticas que se responsabilizem pelo cumprimento das normas legais e sanitárias aplicáveis a esses produtos (como prazo de validade, por exemplo). Os Correios não aceitarão doações em dinheiro.
No ato da postagem, a encomenda deve ser endereçada à Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro, não sendo permitido o envio a pessoas físicas, órgãos ou entidades.
As ações de ajuda a desabrigados são desencadeadas pela ECT sempre que solicitadas pelo governo federal ou governos estaduais, em casos de calamidade pública, por meio da campanha Correios Solidariedade Expressa.
Outras ações — Os Correios também auxiliam as vítimas das enchentes com a cessão, à Prefeitura de Petrópolis (RJ), da unidade de treinamento da empresa para ser usada como alojamento dos desabrigados pelas enchentes e para depósito de mantimentos. O espaço possui 20 mil metros quadrados, sendo quatro mil de área construída.
A ECT também disponibilizou às autoridades estaduais cinco caminhões baús para transporte de mantimentos e donativos.
Região serrana tem 469 desaparecidos, além dos mais de 800 mortos
Rio de Janeiro - A região serrana fluminense registra 469 pessoas desaparecidas desde as chuvas do dia 12 de janeiro. Segundo lista divulgada ontem (23), pelo Ministério Público Estadual, Nova Friburgo, com 191 desaparecidos, e Teresópolis, com 180, são as cidades com maior número de registros de desaparecimentos.
Em Petrópolis, há 48 desaparecidos. O município de Cordeiro, que não registrou nenhuma morte até o momento, aparece na lista com um desaparecido. Sumidouro registra quatro pessoas desaparecidas, São José do Vale do Rio Preto, duas, e Bom Jardim, uma.
Segundo o Ministério Público, também há 42 pessoas desaparecidas sem que tenha sido informado o local de origem. O número de mortos na região serrana já ultrapassa 800.
Fonte: Agência Brasil
Em Petrópolis, há 48 desaparecidos. O município de Cordeiro, que não registrou nenhuma morte até o momento, aparece na lista com um desaparecido. Sumidouro registra quatro pessoas desaparecidas, São José do Vale do Rio Preto, duas, e Bom Jardim, uma.
Segundo o Ministério Público, também há 42 pessoas desaparecidas sem que tenha sido informado o local de origem. O número de mortos na região serrana já ultrapassa 800.
Fonte: Agência Brasil
domingo, 23 de janeiro de 2011
Balanço da semana da Defesa sobre ajuda do Exército, Marinha e Aeronáutica ao Rio de Janeiro
O Ministério da Defesa divulgou, no final da última semana, um balanço das diversas ações do Exército, a Marinha e a Força Aérea em várias frentes de trabalho, do apoio à população afetada pelas enchentes na região serrana do estado do Rio de Janeiro. Os militares do Exército distribuem remédios, comidas e donativos em geral, e realizam buscas, salvamentos e desobstrução de vias interditadas, o Hospital de Campanha da Marinha aumenta os atendimentos e a FAB transporta mantimentos de outras cidades para o Rio de Janeiro.
O Exército participa, também, na fase de recuperação da mobilidade da população afetada pelas enchentes, com trabalhos de lançamento de pontes, valendo-se de suas Unidades de Engenharia. Nesse contexto, o Exército Brasileiro mobilizou o 3º Batalhão de Engenharia de Combate (3º BE Cmb), sediado em Cachoeira do Sul (RS), que deslocou para a região serrana uma ponte do tipo Compact 200, com capacidade para 60 toneladas, para ser lançada entre a cidade de Bom Jardim e Nova Friburgo, ambas na área mais atingida pelas chuvas.
Para a montagem da referida ponte, estão serão empregados 45 militares e os seguintes materiais:
- 5 (cinco) caminhões do tipo Bitrem;
- 1 (um) caminhão tipo guincho;
- 2 (dois) caminhões tipo basculantes;
- 1 (uma) viatura militar 5 toneladas; e
- 1 (uma) viatura militar Marruá.
Nos anos de 2009 e 2010, o 3º BE Cmb realizou a montagem da mesma equipagem nos municípios de Peritoró (MA) e Altinho (PE), em apoio às vítimas das enchentes ocorridas na região Nordeste.
O Hospital de Campanha da Marinha (HCamp), em Nova Friburgo, que iniciou seus atendimentos (ainda em fase de instalação) na última sexta-feira (14), já soma 1807 atendimentos realizados. Somente na última quinta-feira (20), foram realizados 268 atendimentos: 2 da clínica cirúrgica, 209 da clínica médica, 34 da ortopedia, 20 da pediatria e 3 da emergência.
O HCamp está funcionando 24h, de 8h às 20h em pleno funcionamento e de 20h às 8h com plantonista por especialidade.
Após 24 horas de transporte aéreo, carreta e helicóptero, 4,5 toneladas de donativos arrecadados em Campo Grande (MS), chegaram às pessoas atingidas pelas chuvas que castigaram a região serrana do Rio de Janeiro na semana passada.
O percurso das doações começou às 17 h do dia 18 de janeiro, nas asas do avião Amazonas C-105 do Esquadrão Onça, sediado na Base Aérea de Campo Grande, que trouxe o material até a Base Aérea do Galeão. De lá, foi carregado em uma carreta da FAB, seguindo no dia seguinte até um quartel da Polícia Militar em Niterói (RJ) onde foram recolhidos mais 10 toneladas de donativos.
A carreta seguiu até a cidade de Itaipava, distrito de Petrópolis (RJ), distante 80 quilômetros do Rio de Janeiro, onde a Força Aérea montou uma base de operações. No local, sete helicópteros fazem o transporte dos donativos até as regiões mais afastadas e de difícil acesso.
O material arrecadado em Campo Grande embarcou pouco depois da chegada da carreta em um dois helicópteros. Os donativos foram entregues em Bom Jesus, próximo a Nova Friburgo, para um grupo de pessoas que perderam praticamente tudo que tinham.
Em relação ao HCamp da Marinha, os atendimentos só puderam ser feitos porque o Hospital conta com seis ambulâncias, duas delas UTI completas, e sessenta e oito profissionais da área de saúde. No efetivo médico estão oito clínicos gerais, três ortopedistas, cinco cirurgiões, três pediatras e três anestesistas, além de outros profissionais da área. Quinze voluntários pertencentes à Associação de Veteranos do Corpo de Fuzileiros Navais estão atuando em serviços de organização interna do HCamp.
A Marinha do Brasil também continua prestando apoio de transporte ao Pessoal da Força Nacional de Segurança e do Corpo de Bombeiros com o helicóptero UH-14 Super Puma, e apoio de resgate às vítimas com uma aeronave UH-12 Esquilo. As aeronaves também realizaram transporte de gêneros para as localidade de São José do Ribeirão, Ribeirão do Capitão, Sumidouro, Bom Jardim e Cantinho da Paz.
Na quinta-feira (19), foram utilizados caminhões militares Unimog no transporte de donativos para o bairro Córrego Dantas. Uma ambulância da Marinha também prestou assistência médica na mesma localidade.
Atualmente, 217 militares estão em Nova Friburgo e apóiam o governo do estado na ajuda às vítimas das chuvas. Além da equipe médica, fuzileiros navais e 54 viaturas foram empregados e estão sendo utilizadas como apoio logístico de transporte e para entrega de mantimentos aos desabrigados.
Fonte: Ministério da Defesa
Exército começa a instalar ponte móvel para religar cidades de Nova Friburgo e Bom Jardim
Dentro de quatro dias, os motoristas poderão voltar utilizar a rodovia RJ-116, no trecho entre Nova Friburgo e Bom Jardim, na região serrana, interrompido após a queda de uma ponte sobre o Rio Grande, que divide os dois municípios. A estimativa é do oficial de Comunicação do Exército, major Rovian Janjar, que prevê para até quinta-feira (27) o restabelecimento da ligação, com a conclusão de uma ponte móvel com capacidade para automóveis e caminhões.
A primeira etapa foi concluída no sábado (22), com a construção de uma ponte para pedestres, chamada de “passadeira”, que se apóia sobre canoas e é presa à margem por cabos de aço. Com isso, uma passagem próxima, que havia sido construída pela própria comunidade, está sendo desmontada neste domingo (23) para dar lugar à ponte de maior porte.
A obra está sendo supervisionada diretamente pelo general Amauri Pereira Leite, responsável por toda a operação do Exército em Nova Friburgo, no comando de 160 homens, e que também responderá pela área de Teresópolis a partir desta semana.
“A montagem não é rápida e vai demandar alguns dias. Terá um total de 50 metros, com 30 metros de vão e o restante servindo de apoio sobre as margens. Ela terá capacidade para 56 toneladas, em uma única mão, no sistema pare e siga. O problema será a rede viária, pois as estradas de ligação também foram afetadas”, explicou o general.
A unidade móvel ficará instalada até que a ponte da RJ-116 seja reconstruída, o que pode levar meses, já que a estrutura, inclusive as cabeceiras, foi totalmente destruída, indo parar no fundo do rio.
A primeira etapa foi concluída no sábado (22), com a construção de uma ponte para pedestres, chamada de “passadeira”, que se apóia sobre canoas e é presa à margem por cabos de aço. Com isso, uma passagem próxima, que havia sido construída pela própria comunidade, está sendo desmontada neste domingo (23) para dar lugar à ponte de maior porte.
A obra está sendo supervisionada diretamente pelo general Amauri Pereira Leite, responsável por toda a operação do Exército em Nova Friburgo, no comando de 160 homens, e que também responderá pela área de Teresópolis a partir desta semana.
“A montagem não é rápida e vai demandar alguns dias. Terá um total de 50 metros, com 30 metros de vão e o restante servindo de apoio sobre as margens. Ela terá capacidade para 56 toneladas, em uma única mão, no sistema pare e siga. O problema será a rede viária, pois as estradas de ligação também foram afetadas”, explicou o general.
A unidade móvel ficará instalada até que a ponte da RJ-116 seja reconstruída, o que pode levar meses, já que a estrutura, inclusive as cabeceiras, foi totalmente destruída, indo parar no fundo do rio.
Fonte: Agência Brasil
Mortos na região serrana chegam a 803, informa Defesa Civil do Rio
O número de mortes na região serrana do Rio de Janeiro já chega a 803, de acordo com o último balanço divulgado neste domingo (23), pela Secretaria estadual de Saúde e Defesa Civil.
Doze dias após a tragédia, o município de Nova Friburgo continua com o maior número de vítimas: 389. Em Teresópolis, as autoridades contabilizaram 324 mortes. Em Petrópolis, 65 pessoas morreram; em Sumidouro, 22; em São José do Vale do Rio Preto, duas; e em Bom Jardim, uma.
Cerca de 20 mil pessoas estão desabrigadas ou desalojadas nos municípios da serra fluminense.
Fonte: Agência Brasil
Doze dias após a tragédia, o município de Nova Friburgo continua com o maior número de vítimas: 389. Em Teresópolis, as autoridades contabilizaram 324 mortes. Em Petrópolis, 65 pessoas morreram; em Sumidouro, 22; em São José do Vale do Rio Preto, duas; e em Bom Jardim, uma.
Cerca de 20 mil pessoas estão desabrigadas ou desalojadas nos municípios da serra fluminense.
Fonte: Agência Brasil
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